Biografía

"Inspirada nas regiões do nosso país; o repertório de Martha mantém a essência de suas raízes, influências e combinando as palavras doces das línguas em que canta.

Cenários tropicais e alegres, notas de coquetería e saudade contêm palavras sofisticadas e elegantes que proporciona facilmente enquanto canta. Sua capacidade de empatia com o público é instantânea."
(Ana Lucía Escobedo, Perú)  

Com uma voz doce e presença de palco expressiva, Martha Galdos é uma cantora e compositora peruana políglota que reinterpreta e funde ritmos sul-americanos com diferentes aspectos do jazz e da world music. Filha do pintor e cantor Enrique Galdos Rivas "O Mago da Cor", ela agora apresenta suas primeiras canções, inspiradas em seu processo de vida, na conexão com seus antepassados, o despertar da consciência e do amor em todas as suas formas.

Martha também tem um aspecto lúdico, herdado de seu papel de clown que conseguiu despertar na platéia um deleite pelo seu posicionamento artístico, que possui várias nuances, sotaques e cores. 

Martha dividiu palcos com músicos do mundo, como Luís Represas (Portugal), Richie Barshay (Esperanza Spalding), Robin Banerjee (Amy Winehouse), e realizou shows na China, Brasil e Panamá, este último graças ao projeto social do aclamado pianista de jazz Danilo Pérez (Festival de Jazz do Panamá). Martha lançou seu primeiro álbum "Respiraré" (2016), com o pianista Pepe Céspedes (quem tem acompanhado a artistas como Susana Baca), gravado no estúdio de Leonardo "Gigio" Parodi.

 

A voz de Martha Galdos surge desse amálgama particular dos latinos meridionais que herdam a música dos Andes, da selva e da costa e se alimentam de vizinhos distantes, como o jazz dos EUA, e de fronteiriços, como as surpreendentes informações que guarda da música brasileira, para criar uma personalidade urbana livre de folclorismos para exportação. Martha faz do palco a sala de casa e do repertório de seu álbum 'Respiraré' a própria biografia. Do Brasil, anda em campo minado ao pensar em uma versão para 'Upa Neguinho', definitiva na voz de Elis Regina, mostrando a que veio. A divisão rítmica que tira a canção de seu lugar mais confortável e que faz valer a releitura é a de um típico festejo peruano.

(Julio María, crítico de música de Estadão
e biógrafo da Elis Regina, Brasil)